O desafio da águia

08/03/2014 § 1 comentário

Aguia

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos.

Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão.

Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta. O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil!

Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno.

Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, “renascida”, sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.

Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas das suas asas dos maus pensamentos e alce um lindo vôo para uma nova vida.

Um vôo de vida nova e feliz.

<desconheço o autor>
Anúncios

RETROSPECTIVA – 2013

31/12/2013 § 1 comentário

retrospectiva

Como já virou hábito escrever minhas retrospectivas anuais, cá estou, novamente a relembrar e a escrever mais um capítulo de minha história.

Esse ano foi um ano muito intenso na minha vida, coisas boas e ruins aconteceram e, agora, chegou o momento de o deixar guardado e de seguir em frente.

Após as chateações que acometeram meu dezembro de 2012, segui meu caminho. Confiante.

Continuo a residir e a trabalhar nos mesmos ‘bat-locais’. Porém, agora faço parte da equipe no trabalho que é responsável pelo planejamento de  todas as demandas contratuais do Ministério, talvez, de agora em diante eu possa  exercer  uma tarefa que há muito tempo buscava no serviço público federal – contribuir para o bom desempenho do órgão onde trabalho com tarefas que tenham um planejamento prévio. E isso foi bastante positivo.

Tirei férias em janeiro, 10 dias. Fui a Florianópolis onde tive excelentes momentos e um descanso que me energizou. Conheci lugares maravilhosos! E a viagem foi muito divertida!

Nesse ano não tive grandes alterações na rotina. Trabalhei bastante, tive a sorte de conviver com boas pessoas que me fizeram pensar que ainda vale a pena acordar todos os dias às 5 da manhã para  trabalhar em um órgão público federal, onde a política e a falsidade reinam com toda força. Independentemente de qualquer coisa, sei que o trabalho que executo é de grande valia e isso me fortalece e me permite continuar minha caminhada.

Em junho, e, novamente de férias, fiz uma viagem pela América do Sul: Chile, Uruguai e Argentina. Vi lindas paisagens, conheci lugares memoráveis, pessoas e culturas incríveis.

Depois disso, ainda viajei até Barbacena para rever meus familiares e amigos no aniversário de um tio muito querido. Foi muito rápido, porém muito gratificante. Estar com eles me faz uma das pessoas mais felizes desse mundo.

Após dias viajando, tive uma das melhores notícias que poderia ter na vida. Uma daquelas notícias que faz o coração acelerar, o corpo flutuar e as pernas ficarem bambas.

Em agosto,  fiquei dias internada e de repouso. Até hoje continuo lutando contra um sentimento ruim que se instalou em mim  e que dificilmente irá passar. Mas continuo ‘firme e forte’.

Na verdade, foi nesse momento que eu percebi com quem eu posso realmente contar. Onde realmente encontro amparo, apoio, respeito e amor. E isso me fez ver a vida, a mim mesma e a outras pessoas de outra forma, bastante diferente. Amadureci.

Enfim…foi um ano de grandes transformações e reflexões.

2013 também tiveram muitos momentos alegres em família e com amigos, foi o ano de nascimento do João Guilherme (filho da Aline), do Hugo (filho da Eveline) e da Isabella (Filha da Lôra) que trouxeram grande alegria a todos que os rodeiam. E também foi o ano que dois grandes amigos meus uniram em matrimônio – André e Ana Paula.

Esse ano também dei mais atenção a minha alimentação, condicionamento físico e descanso (estou (re) aprendendo a dormir, depois de quase 15 anos sofrendo com a insônia). Ganhei uma bicicleta no ‘dia das crianças’ (=P) e emagreci quase 9 quilos. \o/

Infelizmente, 2013 também foi o ano que constatei que a  vida é mesmo muito passageira e sensível. Tive muitas perdas, especialmente nos meses de julho e dezembro.

Em 2013 houve muitos momentos de risos e choros. Conquistei, mas também perdi. Concluí alguns planos e tive que abrir mão de outros. Fiquei em pânico em alguns momentos, tive que fazer escolhas muito difíceis que me arrancaram parte da minha alma. Isolei-me em um canto e soube que isso, independentemente da minha vontade afetou muita gente, principalmente aquelas que não entenderam (ou ainda não entendem) esse momento difícil e de transformação profunda  que estou vivendo. Tive surpresas muito mais do que inesperadas. Tive que me manter forte quando pensava que fosse cair. Foi o ano que mais senti dores emocionais e físicas. Mas sobrevivi.

Sou grata pelo apoio que recebi da minha família e de amigos quando precisei. E de ter  reaproximado de pessoas que são muito queridas  e importantes para mim.

As festas de fim de ano foram em família, como não poderia deixar de ser.

Amanhã é meu aniversário. E, para variar fico meio melancólica e indisposta. Estou a ficar velha. MESMO.

Concluindo…

Não diria que 2013 foi um ano fácil e divertido  – muito longe disso, mas agradeço a Deus por tudo. Por estar viva, por minha família estar bem e com saúde. Pelo êxito no trabalho. Por ter sido muito amada. Por cada lição e por não ter me deixado esmorecer em momento algum. Graças a Ele, me reergui e dei mais alguns passos adiante.

Desejo que o ano de  2014 venha trazer bons ventos. Boas notícias. Boas vibrações. Bons caminhos. Muitos risos. Grandes realizações. Novos amigos. Viagens e festas divertidas. Muita saúde e prosperidade para todos nós! E que as histórias que contarei no fim dele sejam mais positivas, mais divertidas e memoráveis.

FELIZ 2014!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Vida que segue.

01/09/2013 § Deixe um comentário

segue

“Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás”

Acordei triste

30/07/2013 § Deixe um comentário

image

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém.
Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Martha Medeiros

Saudade do mundo (que vejo)

20/07/2013 § Deixe um comentário

(Para E.R.C)

download

Há saudades que caminham comigo aconchegadas num lugar gostoso que a memória tem. Sei que estão lá, mesmo quando demoro um bocado de tempo para apreciar as histórias que me contam. São porta-jóias que guardam encantos que não morrem. Caixinhas de música, que, ao serem abertas, derramam melodias que me fazem dançar com elas de novo. São saudades capazes de amenizar o frio de alguns instantes com os seus braços de sol. Mas existem também saudades que pousam no meu coração de vez em quando e ficam de lá me olhando com aquele olho comprido. Falam de lugares, pessoas ou épocas da minha vida. São espelhos que refletem feições conhecidas. São saudades que entornam perfumes que somente a alma reconhece. Que sobrevoam regiões por onde apenas as emoções caminham. Que destampam ausências que a gente algumas vezes prefere ignorar. São saudades de um mundo que tem cheiro de quintal lá da infância da gente. Que é macio para todos os seres que nem lençol recém-trocado. Que tem o timbre de voz amada quando toca o nosso ouvido. Um mundo bacana onde as pessoas têm clima de passeio. Onde não existem armas, visíveis ou não. Onde a gente vive com o sentimento de estar brincando de roda uns com os outros: se um leva um tombo reflete na roda inteira. São saudades de um mundo contente feito céu estrelado. Feito flor abraçada por borboleta. Feito café da tarde com bolinho de chuva. Onde a gente se sente tranquilo como se descansasse num cafuné. Onde, em vez de nos orgulharmos por carregar tanto peso, a gente se orgulha por ser capaz de viver com mais leveza. Um mundo onde as pessoas confiam umas nas outras, não pode ser de outro jeito se estamos em família na humanidade. Um mundo onde a culpa deixou de ser uma desculpa para não sermos felizes. São saudades de um mundo onde o respeito não tem cheiro de mofo: todos somos iguais e todos somos diferentes e isso é claro, natural e indiscutível. São saudades de um mundo que lembra a pureza de amarelinha desenhada com giz no terreno da escola. Que lembra a alegria de chegar no céu quando a gente pulava amarelinha. Que lembra a melodia gostosa da risada do amigo. Saudades de um mundo sem hipocrisia. Sem diz-que-me-diz-que. Sem jogo. Ninguém quer ferir ninguém, por nenhum motivo. As boas intenções são mesmo boas. Há em cada pessoa um cuidado, um bem-querer, um zelo amoroso, com relação a todas as outras, porque essa é a natureza do coração humano. Um mundo onde todas as formas de vida são abençoadas por todas as formas de vida. São saudades de um mundo onde a gente pode falar de coisas inocentes sem temer parecer ridículo. Onde podemos ser sensíveis e expressar a nossa sensibilidade sem sermos olhados como vítimas de uma doença grave. Onde a busca pelo conforto da alma é tão necessária quanto a busca pelo conforto do corpo. Onde podemos caminhar pelas ruas, descontraídos, sem temer ser atacados por outro ser humano. Um mundo no qual, em vez de propagar o medo, as pessoas utilizam a sua energia para propagar o amor. Saudades de um mundo que às vezes eu sinto tão intensamente que já parece de verdade. Já parece existir, de alguma forma. Um mundo no qual habito toda vez que eu o vejo.

 

 

(Ana Jácomo)

PINTURA MUSICAL

10/07/2013 § Deixe um comentário

menina_dancando

“…a cada tempo sua canção..trilha sonora de nós
já fui barulhenta em sentimentos, gestos e palavras..
o tempo me ensinou a cantarolar…
Aprendi que existem dias que escolhemos a música e outros o inesperado nos tira pra dançar…”

Me ensina – Renata Fagundes

Silenciar-se.

09/07/2013 § Deixe um comentário

silencio

… E se não houver resposta, respondido estará. O silêncio as vezes grita para quem sabe ouvi-lo.

 

(Zhane Kastro)

Onde estou?

Você está navegando em publicações marcadas com vida em ...O Vôo da Libélula....

%d blogueiros gostam disto: