RETROSPECTIVA – 2013

31/12/2013 § 1 comentário

retrospectiva

Como já virou hábito escrever minhas retrospectivas anuais, cá estou, novamente a relembrar e a escrever mais um capítulo de minha história.

Esse ano foi um ano muito intenso na minha vida, coisas boas e ruins aconteceram e, agora, chegou o momento de o deixar guardado e de seguir em frente.

Após as chateações que acometeram meu dezembro de 2012, segui meu caminho. Confiante.

Continuo a residir e a trabalhar nos mesmos ‘bat-locais’. Porém, agora faço parte da equipe no trabalho que é responsável pelo planejamento de  todas as demandas contratuais do Ministério, talvez, de agora em diante eu possa  exercer  uma tarefa que há muito tempo buscava no serviço público federal – contribuir para o bom desempenho do órgão onde trabalho com tarefas que tenham um planejamento prévio. E isso foi bastante positivo.

Tirei férias em janeiro, 10 dias. Fui a Florianópolis onde tive excelentes momentos e um descanso que me energizou. Conheci lugares maravilhosos! E a viagem foi muito divertida!

Nesse ano não tive grandes alterações na rotina. Trabalhei bastante, tive a sorte de conviver com boas pessoas que me fizeram pensar que ainda vale a pena acordar todos os dias às 5 da manhã para  trabalhar em um órgão público federal, onde a política e a falsidade reinam com toda força. Independentemente de qualquer coisa, sei que o trabalho que executo é de grande valia e isso me fortalece e me permite continuar minha caminhada.

Em junho, e, novamente de férias, fiz uma viagem pela América do Sul: Chile, Uruguai e Argentina. Vi lindas paisagens, conheci lugares memoráveis, pessoas e culturas incríveis.

Depois disso, ainda viajei até Barbacena para rever meus familiares e amigos no aniversário de um tio muito querido. Foi muito rápido, porém muito gratificante. Estar com eles me faz uma das pessoas mais felizes desse mundo.

Após dias viajando, tive uma das melhores notícias que poderia ter na vida. Uma daquelas notícias que faz o coração acelerar, o corpo flutuar e as pernas ficarem bambas.

Em agosto,  fiquei dias internada e de repouso. Até hoje continuo lutando contra um sentimento ruim que se instalou em mim  e que dificilmente irá passar. Mas continuo ‘firme e forte’.

Na verdade, foi nesse momento que eu percebi com quem eu posso realmente contar. Onde realmente encontro amparo, apoio, respeito e amor. E isso me fez ver a vida, a mim mesma e a outras pessoas de outra forma, bastante diferente. Amadureci.

Enfim…foi um ano de grandes transformações e reflexões.

2013 também tiveram muitos momentos alegres em família e com amigos, foi o ano de nascimento do João Guilherme (filho da Aline), do Hugo (filho da Eveline) e da Isabella (Filha da Lôra) que trouxeram grande alegria a todos que os rodeiam. E também foi o ano que dois grandes amigos meus uniram em matrimônio – André e Ana Paula.

Esse ano também dei mais atenção a minha alimentação, condicionamento físico e descanso (estou (re) aprendendo a dormir, depois de quase 15 anos sofrendo com a insônia). Ganhei uma bicicleta no ‘dia das crianças’ (=P) e emagreci quase 9 quilos. \o/

Infelizmente, 2013 também foi o ano que constatei que a  vida é mesmo muito passageira e sensível. Tive muitas perdas, especialmente nos meses de julho e dezembro.

Em 2013 houve muitos momentos de risos e choros. Conquistei, mas também perdi. Concluí alguns planos e tive que abrir mão de outros. Fiquei em pânico em alguns momentos, tive que fazer escolhas muito difíceis que me arrancaram parte da minha alma. Isolei-me em um canto e soube que isso, independentemente da minha vontade afetou muita gente, principalmente aquelas que não entenderam (ou ainda não entendem) esse momento difícil e de transformação profunda  que estou vivendo. Tive surpresas muito mais do que inesperadas. Tive que me manter forte quando pensava que fosse cair. Foi o ano que mais senti dores emocionais e físicas. Mas sobrevivi.

Sou grata pelo apoio que recebi da minha família e de amigos quando precisei. E de ter  reaproximado de pessoas que são muito queridas  e importantes para mim.

As festas de fim de ano foram em família, como não poderia deixar de ser.

Amanhã é meu aniversário. E, para variar fico meio melancólica e indisposta. Estou a ficar velha. MESMO.

Concluindo…

Não diria que 2013 foi um ano fácil e divertido  – muito longe disso, mas agradeço a Deus por tudo. Por estar viva, por minha família estar bem e com saúde. Pelo êxito no trabalho. Por ter sido muito amada. Por cada lição e por não ter me deixado esmorecer em momento algum. Graças a Ele, me reergui e dei mais alguns passos adiante.

Desejo que o ano de  2014 venha trazer bons ventos. Boas notícias. Boas vibrações. Bons caminhos. Muitos risos. Grandes realizações. Novos amigos. Viagens e festas divertidas. Muita saúde e prosperidade para todos nós! E que as histórias que contarei no fim dele sejam mais positivas, mais divertidas e memoráveis.

FELIZ 2014!

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Pra que servem as mulheres

09/10/2013 § Deixe um comentário

Como faço toda manhã, enquanto estou no trânsito, leio os textos que recebo no e-mail, redes sociais e comentários postados aqui no blog.

Claro que, para quem é do sexo feminino como eu, sabe que mulher é como  “bombril” (com suas 1001 utilidades) e  que não há como descrevê-la com simples e poucas palavras, mas o texto chamou minha atenção  não só pelo conteúdo mas também pela forma e por sua  peculiaridade, pois fala sobre a mulher não com a vulgaridade comum em que se vê por aí, mas sob a visão de um garoto que procura a “utilidade” das coisas bem como o entendimento sobre a divisão de papéis dentro de uma sociedade.

Não tenho a lembrança de ter lido algo semelhante sob a visão masculina com relação as mulheres, e, por esse motivo, resolvi compartilhar aqui o texto escrito pelo Marcelo Rubens Paiva e disponibilizado em seu blog (http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/) no dia 7.10.2013.

Vale a pena a leitura.

Slide3

Pra que elas servem?

Foi a segunda pergunta que o moleque fez, quando começou a lista de perguntas essenciais sobre o sentido da vida.

A primeira? Pra que serve esta bola?

O primeiro indício de que ele não as entendia nasceu da constatação de que a maioria não devolvia as bolas atiradas contra elas. Começava aí o dilema da divisão de papéis.

Não entendia por que meninas conversavam com seres inanimados, designados “bonecas”, que nomeavam, vestiam, penteavam, alimentavam com comida de mentira, agasalhavam e colocavam para dormir.

Não entendia por que meninas reclamavam quando ele arrancava as cabeças de plástico com cílios e cabelos de náilon, para ver o que tinha dentro.

Não entendia a obsessão delas por cores cítricas e por pôsteres de meninos que cantam em bandas só deles.

Não entendia o funcionamento de presilhas para prender cabelos, nem o sentido de esmaltar as unhas. Como não as entendia, passou a ignorá-las.

Até ser matriculado numa escola.

Descobriu que uma mulher pilotava muito bem a van, outra, a lanchonete, outra, a classe barulhenta, outra, a própria escola. Aprendeu a ler livrinhos escritos por mulheres e ouvir musiquinhas compostas por elas. Ouviu dizer que países eram governados por elas. Descobriu que apenas as da sua idade eram desinteressantes.

Mas chegou a adolescência.

Começou a desconfiar que garotas tinham alguma atribuição na composição social. Especialmente as que tinham irmãs mais velhas. Ele passou a ter uma ideia fixa quando organizaram o campeonato de vôlei feminino no colegial. E contrataram a nova professora de matemática.

Vítima de uma explosão hormonal que o deixou por anos monotemático, descobriu enfim que as mulheres escondiam uma coisa que ele queria muito. Então, descobriu que entre o objetivo e a conquista, existia planejamento, método, projeto, a corte, algo que faz parte da espécie como o fogo e a flecha, e que os fins justificam os meios.

Passou a amá-las, idealizá-las, compará-las, desejá-las mais que tudo. A trocar jogos com bolas por fantasias solitárias. A sofrer de amor, escrever poemas, cantar, dançar, oferecer mimos, declarar, xavecar.

O xaveco é milenar.

O humano conhecido popularmente como homo sapiens, do grego homem sábio, achou por bem decorar o cantinho de cavernas com pinturas rupestres, exagerar seus feitos em caçadas, oferecer enfeites à base de marfim de mamute, saias de pele de onça e colares com dentes de sabre manipulados, para convencer uma pretendente a visitar o escurinho sobre o qual Platão tanto se dedicou e criou um mito. Até o aperfeiçoamento da fala e a invenção da lira, gastou-se muita mímica para simular que o macho não pensava só naquilo, apesar de só pensar naquilo, e que iria mandar um dente decorativo no dia seguinte de algum animal ainda não extinto por ele mesmo.

Pirâmides foram construídas para impressionar amadas. Guerras foram proclamadas, monumentos com colunas, com abóbadas, com ou sem sentido, foram erguidos. Navios enfrentaram tormentas em busca de um amor pleno. Muito papiro, muita tinta, muito blá-blá-blá foi gasto, para se conquistar uma mulher.

O moleque namorou, noivou, assinou um pacto e se casou.

Descobriu também pra que elas servem na linha evolutiva, ao observar seu grande amor engravidar. Descobriu enfim que por trás de tanto desejo, admiração, vontade de compartilhar a rotina, existe o corpo de uma mamífera que dá sentido ao tempo perdido em busca da resposta do pra que elas servem: elas procriam!

 A cintura arredondada de uma mulher não é apenas para servir de suporte a um biquíni asa delta. Existe ali espaço para caber mais um. E produzir colo. Os peitinhos aumentam, são na verdade mamas. Olha lá, é um design milimetricamente perfeito para alimentar um, até dois, herdeiros. A protuberância chama a embocadura. A aréola circunda o bico, para proteger a maciez e criar a ilusão de ótica de que um bebê que enxerga mal precisa. E, surpresa. De dentro, sai alimento na temperatura ideal. É uma pequena fábrica caseira de laticínio mais rico em nutrientes do que tudo que existe.

O ventre é o receptáculo para o acolhimento de genes. Para receber as qualidades do macho alfa, mais forte e capaz. Tem maciez, lubrificação. Para enfiarmos o veículo testado como num túnel de vento da NASA, que transporta informações genéticas que serão selecionadas dentro e escolhidas. Em bilhões, aceitarão um! Que será armazenado, alimentado e protegido com a placenta quimicamente balanceada, num reservatório com tubo personalizado e individual de alimentação, com isolamento acústico e calefação.

Mas o sujeito se pergunta se as mulheres são então apenas umas chocadeiras?

Não!

A evolução foi brilhante. Como sempre.

Deu o quê?

Um clitóris.

Uma glande em forma de botão com 8 mil terminações nervosas, o dobro da mangueirinha pendurada aí. Que serve para o quê? Para apenas uma coisa. Dar prazer! Não é para “tirar água do joelho”, expelir genes, se gabar. É para apenas e tão somente dar prazer, fazê-las gozar, e não uma vez, como um urro, uhhhh, mas muitas vezes, múltiplos. O homem tem uma espingarda de um tiro, um bacamarte, que sai chumbo pra todos os lados. Elas, um rifle de repetição, uma metralhadora, pá-pá-pá!

Elas têm no corpo um órgão que é só para o prazer. Que se a evolução não nos tivesse dado, talvez elas nunca visitassem o escurinho da caverna que intrigou Platão. Se não fosse o mágico e hipersensível sininho, não haveria procriação, não haveria espécie humana, não haveria Queóps, Troia, Capela Sistina.

Nem o sujeito da primeira pergunta, a bola.

Nem perguntas.

Vida que segue.

01/09/2013 § Deixe um comentário

segue

“Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás”

É só hoje, e isso passa…

16/08/2013 § Deixe um comentário

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“Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Mas não me diga isso, hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com febre a tarde inteira. E quando chegar a noite, cada estrela parecerá uma lágrima. Queria ser como os outros, e rir das desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem. Ver a leveza das coisas com humor, mas não me diga isso. É só hoje e isso passa, só me deixe aqui quieto. Isso passa. Amanhã é um outro dia não é? Eu nem sei por que me sinto assim. Vem de repente um anjo triste perto de mim. E essa febre que não passa, e meu sorriso sem graça não me dê atenção. Mas obrigado por pensar em mim.”

Silenciar-se.

09/07/2013 § Deixe um comentário

silencio

… E se não houver resposta, respondido estará. O silêncio as vezes grita para quem sabe ouvi-lo.

 

(Zhane Kastro)

MUDANÇA

28/02/2013 § Deixe um comentário

qe

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama… Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros livros. Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.  Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Edson Marques

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