06/07/2012 § Deixe um comentário

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É que ontem, aquele abraço comprido, de coração descompassado me fez entender pequenezas sobre você, sobre mim, sobre nós.  Tantos anos, de beijos roubados, palavras torpes, tropeços amargos, distâncias, olhares, partilhas, desencontros e um amor. Talvez o único. E hoje, o meu olhar brando permite dizer que o amor maior não foi aquele de outrora, mas o seu: feito de inexatidões, afagos e de descontinuidade. Amor confuso, mal falado, pouco explícito, amor leal. Amor doído, implícito. Machucado por erros, desprezos, fragmentos, falta de consideração, telefonemas ausentes e uma porção de orgulho. Amor embalado por trechos de tantas músicas. Regado por sonhos de igualdade. De vida a dois.

Uma história que não tem vilão. Que talvez não tem que ser. Fomos assim: imperfeitos um pro outro; e mesmo a gente não sendo, nossos caminhos são, e pra sempre. Talvez seja pro amor durar bonito, como deve ser…
Eu saio ás 06 a.m. Não olho pra trás, ouço o barulho da porta bater e meus pensamentos, sorrateiramente, acompanham os meus passos pesados. Carrego na memória fatos límpidos e sóbrios de muito amor. E pra terminar, sussuro baixinho: “Wish you were here”. Pra sempre.
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