Tratado Manso de Loucura

26/06/2007 § 1 comentário

 Como amo a paz de estar comigo!

Essa minha fusão de alma-umbigo,

esse roteiro quente do meu sangue.

Eu que conheço cada palmo dos meus passos,

que me componho e me descompasso,

que me retenho e me disponho.

Faço dos versos meu avesso,

dos adversos, meu passado,

das alegrias, meu recomeço.

Deito liquefeita e de repente

amanheço solidificada.

Sou água, sou pedra,

às vezes nuvem,

às vezes nada.

E por ser mutante e difusa,

enrolo e desenrolo essa vida

num movimento mágico e confuso.

Me certifico e me desacredito.

E admito ser ou não ser

e ser assim.

Mas como é bom sentir-me tão querida,

tão bem-amada e tão dividida,

eu revolvida inteiramente por mim…

Flora Figueiredo – do livro “Florescência” 

 

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§ Uma Resposta para Tratado Manso de Loucura

  • Max disse:

    Oi Núbia….
    Antes de mais nada, obrigadão pela visita!
    Puxa… que legal seu blog…gostei bastante…. vou voltar mais vezes…
    Sói me dei um pouco mal com a fonte das postagens… sabe como é, né… coisa de gente cega!!!
    bjzzzzzzzzzzzzzzz

Resposta

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